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O que os donos de piscinas gostavam de saber

A maior parte dos arrependimentos com uma piscina decide-se meses antes de chegar a escavadora, à mesa da cozinha, muitas vezes numa única tarde. Estes são os que os donos mais referem, e o que eu faria em vez disso.

11 min de leitura

mais ou menos a fatura de aquecimento da mesma piscina sem cobertura
×2mais ou menos a fatura de aquecimento da mesma piscina sem cobertura
coisas que um orçamento de piscina costuma deixar de fora: vedação, deck, eletricidade, plantação
4coisas que um orçamento de piscina costuma deixar de fora: vedação, deck, eletricidade, plantação
uma obra típica em betão depois de começar a escavação, antes de qualquer espera por licença
2–3 mesesuma obra típica em betão depois de começar a escavação, antes de qualquer espera por licença
com fio e estacas na relva, antes de assinar o que quer que seja
1 fim de semanacom fio e estacas na relva, antes de assinar o que quer que seja

Mais funda do que alguém precisava

O arrependimento que mais ouço é a profundidade. As pessoas imaginam uma zona funda porque a piscina onde cresceram tinha uma, e depois descobrem que ninguém nada lá. As crianças ficam onde têm pé, os adultos ficam de pé na metade rasa com uma bebida, e a zona funda passa a ser a parte cara da piscina: a que leva mais escavação, mais água e mais tempo a aquecer.

Numa piscina de família, 1,2–1,5 m em quase todo o fundo resolve praticamente tudo. Dá para nadar, brincar, sentar nas escadas e ficar de pé a conversar. Se alguém quer saltar, um declive suave até cerca de 1,8 m numa das pontas chega para as bombas. Saltar, não mergulhar de cabeça.

A prancha de saltos é o mesmo arrependimento, só que mais barulhento. Uma prancha precisa de uma zona de mergulho a sério, normalmente um fundo de 2,5 m ou mais com uma saída longa e gradual, e essa forma come o fundo útil. A seguradora da casa vai querer saber, algumas cobram mais, e muitas pranchas acabam desaparafusadas ao fim de poucos verões. Se hoje ninguém lá em casa mergulha a sério, diga que não.

Grande demais para aquecer, cara demais para manter

O segundo arrependimento é o tamanho, e costuma chegar com a primeira fatura. Cada metro cúbico a mais é filtrado, tratado e aquecido todas as épocas enquanto a casa for sua. Passar de 8 × 4 m para 10 × 5 m com a mesma profundidade é mais de metade de água a mais, numa área que no papel quase não parece maior.

Os donos orçamentam a obra e depois vão conhecendo os custos de funcionamento um a um. A eletricidade da bomba, a do aquecimento, os químicos, a água para repor, a abertura na primavera e o fecho no outono. Depois as renovações lentas: um liner mais ou menos a cada década, o reboco de uma piscina de betão ao fim de dez a quinze anos, um motor de bomba ou um aquecedor pelo caminho. Nada disto assusta sozinho. Junto, é uma linha mensal que vai carregar durante vinte anos.

Por isso, dimensione para o sábado que vai mesmo ter, não para a festa que dá uma vez por ano. Conte quantas pessoas vão estar na água ao mesmo tempo num fim de semana normal. Peça a cada construtor uma estimativa do custo anual de funcionamento ao lado do preço da obra, e uma bomba de velocidade variável, que move a mesma água com uma fração da eletricidade de uma bomba de velocidade única.

A cobertura que ninguém planeou

Uma piscina descoberta perde a maior parte do calor pela superfície, sobretudo à noite e sobretudo por evaporação. Quem dispensa a cobertura está, na prática, a aquecer a vizinhança: a mesma piscina sem cobertura pode custar cerca do dobro a manter quente. Também apanha mais folhas, perde mais água e gasta mais químicos.

O problema é que as melhores coberturas se decidem na fase do desenho. Uma cobertura automática quer um retângulo ou algo parecido, um sítio para o enrolador (uma caixa sobre o deck ou um fosso por baixo) e corrente elétrica até lá. Uma forma livre em rim aceita bem uma manta solar ou uma cobertura de segurança ancorada, mas luta contra uma automática do princípio ao fim.

Decida a cobertura antes de decidir a forma. Se a cobertura automática cabe no orçamento, deixe que ela endireite a piscina. Se ainda não cabe, peça ao construtor que deixe espaço para o enrolador e passe o tubo de qualquer maneira. Com o terreno aberto é barato; depois de betonado o deck é um sarilho.

Nunca ouvi ninguém desejar que a piscina fosse mais funda. Já ouvi muitos desejarem que fosse mais quente.

Deck nos sítios errados, e nenhuma sombra

Os decks desenham-se como uma moldura uniforme, com a mesma largura à volta da água toda. Depois chega o verão e tudo acontece de um lado: as espreguiçadeiras, a mesa, as toalhas, as crianças a pingar a caminho da cozinha. Esse lado é sempre estreito demais. O lado oposto, onde ninguém vai, é uma faixa larga de pavimento que pagou e agora varre.

Ponha a largura onde está a vida. Uma espreguiçadeira tem cerca de 2 m e quer passar-se aos pés dela sem passar por cima das pernas de ninguém, por isso o lado das espreguiçadeiras pede 3,5–4 m de deck. Os lados por onde só se passa podem ter 1–1,2 m. Ponha o lado largo ao sol da tarde e o mais perto possível da porta por onde vai sair.

A falta de sombra é o arrependimento que ninguém vê chegar, porque as piscinas planeiam-se na primavera e a sombra conta em agosto. Dê ao deck um canto de sombra: uma pérgula, uma vela, ou pelo menos uma base para chapéu de sol embutida no betão, um bocado de tubo que quase não custa nada durante a betonagem. As árvores são a resposta lenta, e a que suja. Mantenha tudo o que larga folhas ou agulhas bem afastado da água.

Uma piscina iluminada ao entardecer, com espreguiçadeiras, um guarda-sol e lanternas ao longo do bordo de pedra.

A casa das máquinas debaixo da janela do quarto

A bomba, o filtro e o aquecimento têm de viver em algum lado, e em muitos desenhos vão para onde fica mais perto da piscina. É assim que acabam ao lado do quarto principal ou encostados ao terraço do vizinho. Uma bomba a trabalhar de noite zumbe. Uma bomba de calor é uma ventoinha e um compressor. Uma bomba antiga de velocidade única é um ronco que se ouve de janela fechada.

Escolha o sítio de propósito. Mantenha-o a uma distância de tubagem razoável, normalmente 10–15 m, porque percursos mais longos gastam energia da bomba enquanto a piscina existir. Mantenha-o longe dos quartos, dos seus e dos do vizinho. Deixe espaço à volta de uma bomba de calor para o ar circular, e um caminho por onde passe com um saco de sal. Alguns municípios fixam uma distância ao limite do terreno para o equipamento, ou um limite de ruído à noite, por isso pergunte.

Uma sebe ou um resguardo de ripas esconde o equipamento dos olhos. Faz muito menos pelos ouvidos. O que o torna silencioso é a distância.

O sítio errado para o sol

O sol é aquecimento gratuito, e o sítio da piscina decide quanto dele recebe. Quem põe a piscina onde a relva era mais plana, ou no canto que parecia mais arrumado na planta, às vezes descobre que a casa projeta sombra sobre a água a partir de meio da tarde, precisamente quando chega do trabalho.

Observe o jardim antes de decidir. As sombras que contam são as compridas da primavera e do início do outono, quando se ganha ou se perde a época de banhos, não as curtas do pino do verão. Passe uma tarde limpa de abril ou setembro lá fora com o telemóvel e tire uma fotografia de hora a hora. Diz-lhe mais do que qualquer desenho. A água que apanha o sol da tarde e do fim do dia está mais quente às horas em que realmente nada.

Depois veja o que mais o sítio traz: o vento, as árvores, se uma escavadora lá chega, e a vista da cozinha. Vai olhar para a piscina muito mais vezes do que vai nadar nela, e vai querer ver as crianças de dentro de casa. Uma piscina mais pequena no sítio certo ganha quase sempre a uma maior no sítio errado.

O orçamento era só da piscina

O orçamento da piscina é o número de que as pessoas se lembram, e muitas vezes é só parte do projeto. A vedação que o regulamento possa exigir, o deck, a eletricidade até à casa das máquinas, a drenagem, a iluminação, a plantação, a relva por onde passaram os camiões: é comum os donos dizerem que o jardim acabado custou bastante mais do que a piscina. Ninguém o escondeu. Essas coisas simplesmente não estavam no orçamento da piscina.

As regras sobre vedações de piscinas privadas variam muito de país para país e até de município para município: nalguns sítios são obrigatórias, com portão de fecho automático, noutros não, e os pormenores (altura, aberturas, se uma parede da casa conta) vêm da câmara ou da regulamentação local. A parte elétrica tem regras próprias, normalmente ligação equipotencial das partes metálicas à volta da piscina e proteção diferencial, e é trabalho para um eletricista certificado. Ponha tudo isto em preço antes de fixar o tamanho, não depois.

A iluminação é o arrependimento mais barato de evitar e um dos mais caros de corrigir. Os donos cortam as luzes da piscina ou do caminho para acertar um número, e depois querem-nas na primeira noite quente em que se sentam lá fora. Com o terreno aberto, um tubo vazio até cada sítio onde um dia possa haver uma luz custa muito pouco. Através de um deck acabado significa cortar betão. Passe o tubo mesmo que este ano não compre nenhuma luminária.

Uma piscina bem usada ao pôr do sol, a manta solar meio recolhida, um guarda-sol e a bomba de calor junto à casa.

Assinar antes de a ver, e assinar à pressa

Quase todos os arrependimentos acima têm a mesma raiz. O dono assinou antes de ver a piscina no tamanho real, no seu próprio jardim, ao lado da sua própria casa. Uma planta no tablet do construtor, sem nada à volta, não é a mesma coisa. Marque-a no terreno: fio e estacas para o bordo da água, farinha ou tinta de marcação para o deck, duas cadeiras onde vão ficar as espreguiçadeiras. Deixe-a lá um fim de semana e viva à volta dela.

Ou desenhe-a à escala no designer gratuito do PoolPlanner, com o deck, as espreguiçadeiras e a casa ao lado, e olhe para ela de onde a vai ver de verdade. A profundidade de que não precisa e o deck de que precisa aparecem antes de custarem dinheiro, e pode entregar o mesmo desenho a todos os construtores para que os orçamentos sejam da mesma piscina.

O último arrependimento é o tempo. A primavera é quando toda a gente quer uma piscina e quando os construtores estão mais ocupados, e a pressão de assinar em abril para nadar em julho é o que faz escolher tamanho, profundidade e acabamentos numa tarde num showroom. Uma obra típica em betão leva dois a três meses depois de começar a escavação, e licenças, tempo e vistorias esticam isso. Planeie no inverno e assine quando tiver a certeza. Se o primeiro mergulho passar para o ano seguinte, a piscina fica lá para os trinta seguintes.

Antes de assinar

  • Marque a piscina e o deck no jardim com fio e estacas, e deixe-os lá um fim de semana.
  • Fotografe onde caem as sombras numa tarde limpa de primavera ou de outono.
  • Mantenha a maior parte do fundo com pé, a não ser que alguém lá em casa mergulhe mesmo.
  • Escolha a cobertura antes da forma, e deixe-lhe espaço e tubo.
  • Ponha o deck largo onde vão as espreguiçadeiras, e dê-lhe um canto de sombra.
  • Coloque a casa das máquinas longe dos quartos, dos seus e dos do vizinho.
  • Ponha preço na vedação, no deck, na eletricidade, na iluminação e na plantação antes de fixar o tamanho.
  • Passe tubo vazio até cada sítio onde um dia possa haver uma luz.
  • Peça a cada construtor uma estimativa do custo anual de funcionamento ao lado do preço da obra.

Os arrependimentos, uma linha cada

  1. Copiar a piscina onde cresceu

    Uma zona funda e uma prancha faziam sentido na piscina do clube. Num jardim custam dinheiro a escavar, aquecer e segurar, e a família acaba na metade rasa de qualquer forma.

  2. Dimensionar para a festa anual

    Dimensione para o fim de semana normal. A água a mais paga-se todas as épocas, e a relva e o deck perdidos fazem falta todos os dias.

  3. Tratar a cobertura como um acessório

    A cobertura decide a fatura do aquecimento, e uma automática decide a forma. Escolha-a na fase do desenho, não depois de betonar o deck.

  4. Comparar orçamentos de piscina em vez de orçamentos de jardim

    A vedação, o deck, a eletricidade e a plantação pertencem ao número que compara. Uma piscina que só cabe no orçamento sozinha pode deixar o jardim à volta por acabar durante anos.

  5. Assinar na correria da primavera

    As decisões tomadas para apanhar um verão são as que se vivem durante mais tempo. Planeie no inverno, quando os construtores têm tempo para conversar, e assine quando o desenho estiver certo.

Perguntas frequentes

Do que é que as pessoas mais se arrependem ao construir uma piscina?
Normalmente da profundidade, do tamanho e do que ficou fora do orçamento: a cobertura, o deck nos sítios certos, a sombra e a iluminação. A maioria dos arrependimentos são decisões rápidas tomadas antes da obra, não defeitos de construção.
Que profundidade deve ter uma piscina de família?
Para a maioria das famílias, 1,2–1,5 m em quase todo o fundo, com um declive suave opcional para uma ponta de saltos. Água mais funda custa mais a construir, aquecer e tratar, e a maioria das famílias raramente a usa.
Vale a pena ter prancha de saltos numa piscina de jardim?
Raramente. Uma prancha precisa de uma zona funda muito mais funda e mais comprida, pode mexer no seguro da casa, e muitas são retiradas ao fim de poucos verões. Fale com a seguradora e com a câmara antes de desenhar a piscina à volta de uma.
O que devo ponderar antes de construir uma piscina?
Onde bate o sol, quantas pessoas a vão usar de facto, a profundidade, a cobertura, onde ficam o deck e a sombra, onde fica o equipamento, as regras de vedação e de eletricidade, e quanto custa por ano a manter. Depois veja-a em tamanho real no seu jardim antes de assinar.
É melhor esperar um ano antes de construir uma piscina?
Muitas vezes, se esperar significar planear bem. Os construtores têm mais tempo fora da época, as licenças podem tratar-se antes da primavera, e as decisões tomadas com calma ao longo de um inverno costumam ser aquelas com que os donos ficam mais contentes.
Quanto mais do que a piscina custa o jardim todo?
Varia demasiado para um só número, mas a vedação, o deck, a eletricidade, a iluminação e o paisagismo podem somar uma boa parte ao preço da piscina, às vezes outro tanto. Peça cada um com preço separado antes de se comprometer com um tamanho.

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