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Perguntas a fazer a um construtor de piscinas

Escreva-as enquanto ainda está a planear. Entre na primeira reunião com o seu próprio desenho e esta lista, e o construtor acaba a orçamentar a sua piscina em vez de lhe vender a dele.

11 min de leitura

desenho, entregue a todos os construtores com quem fala
1desenho, entregue a todos os construtores com quem fala
orçamentos, todos feitos sobre esse mesmo desenho
3orçamentos, todos feitos sobre esse mesmo desenho
garantias separadas para ler: estrutura, equipamento, acabamento
3garantias separadas para ler: estrutura, equipamento, acabamento
a idade de pelo menos uma piscina de referência que valha a pena visitar
5+ anosa idade de pelo menos uma piscina de referência que valha a pena visitar

Antes da primeira reunião, não durante

A primeira reunião com um construtor de piscinas acontece normalmente à mesa da cozinha, com um catálogo e uma fita métrica, e em menos de uma hora está a olhar para a piscina dele: a forma que faz quase todas as semanas, no tamanho habitual, com o pacote que inclui uma cascata. Não é um truque. Um construtor orçamenta o que as suas equipas fazem depressa, e se chegar sem plano, o plano é esse.

Por isso faça o trabalho de casa enquanto ainda está a sonhar. Defina o tamanho e as profundidades aproximadas, onde fica a piscina, o bordo, o acabamento interior e as uma ou duas coisas de que não abdica. Desenhe-a à escala no designer gratuito, imprima-a e ponha a mesma folha em todas as mesas. A reunião passa a ser sobre o preço da sua piscina, e a forma como um construtor reage a um desenho diz muito.

Depois leve as perguntas abaixo, escritas. Ninguém se lembra de perguntar pela remoção das terras enquanto alguém descreve espetáculos de luzes LED coloridas. Envie-as antes por e-mail, se puder. A forma como uma empresa responde por escrito é uma boa antevisão de como vai responder na sexta semana, quando alguma coisa correr mal.

A empresa: alvará, seguros e quanto constrói

Comece pelas aborrecidas. Peça o número do alvará ou do registo de empreiteiro e confirme-o pessoalmente no registo público do seu país, onde exista. As regras variam muito: nalguns países há habilitação específica para construção, noutros quase nada. Onde há consulta, ela mostra se o registo está ativo e em nome de quem. Uma boa resposta é um número impresso no cartão de visita. Uma preocupante é «trabalhamos com o alvará de um amigo».

Depois os seguros: responsabilidade civil e acidentes de trabalho, com um certificado enviado pela seguradora ou pelo mediador em vez de uma fotocópia tirada de uma pasta. Uma escavadora no seu jardim pode partir um esgoto ou o muro de suporte do vizinho, e há gente que se magoa em obras. Se o construtor não estiver coberto, a questão de quem paga desliza para o seguro da sua casa.

Depois pergunte quantas piscinas constrói por ano e quantas tem em curso agora. Não há número certo, mas deve bater com a empresa que tem à frente. Uma empresa pequena com equipa própria e uma dúzia de piscinas por ano pode ser excelente. Uma que vendeu nesta primavera muito mais piscinas do que tem equipas vai deixar o seu buraco aberto enquanto a equipa está do outro lado da cidade. Pergunte o que constrói mais (liner, fibra de vidro ou betão) e desconfie de um construtor que afinal é especialista precisamente naquele que mencionou.

Quem aparece de facto, e que piscinas pode ver

Quem lhe vende a piscina raramente é quem a constrói. Pergunte quem dirige a sua obra no dia a dia e se vai ter o número dessa pessoa. Pergunte que especialidades são subcontratadas. Escavação, armaduras, betão, canalização, eletricidade, mosaico e reboco são muitas vezes subcontratados, e isso é normal. O que quer ouvir é que o construtor os consegue nomear, trabalha com eles há anos e responde pela piscina inteira em vez de deixar cada especialidade responder pela sua fatia.

As referências só contam se puder estar ao lado da piscina. Peça duas ou três feitas nos últimos dois anos e pelo menos uma com cinco anos ou mais, porque é aí que os atalhos aparecem. Olhe para as juntas do capeamento, a linha de mosaico, o acabamento à volta das escadas. Depois faça uma pergunta ao dono: o que aconteceu quando alguma coisa correu mal? Todas as obras têm um problema algures. A referência diz-lhe como este construtor tratou o seu.

Um construtor que só consegue mostrar fotografias, ou cujas referências afinal são todas familiares, pode mesmo assim ser bom. Só ficou a saber menos do que veio saber.

Um construtor que orçamenta o seu desenho está a trabalhar para si. Um construtor que orçamenta o desenho dele está a vender-lhe alguma coisa.

O que o preço inclui, e o que está debaixo da relva

Peça uma lista escrita do que está incluído e, igualmente importante, do que não está. As falhas habituais: levar as terras, a linha elétrica do quadro da casa até à casa das máquinas, uma ligação de gás se aquecer a gás, qualquer deck para lá de uma faixa estreita de capeamento, a vedação de segurança, repor a relva por onde passaram os camiões, a primeira água e os químicos do arranque. Nada disto é suspeito. Cada linha da página de exclusões é dinheiro que vai pagar a alguém na mesma.

A escavação merece perguntas próprias. Uma piscina de família move algo como 80–100 m³ de terra depois de somada a folga de trabalho, e a terra solta ocupa mais espaço do que ocupava no chão. Pergunte se o preço inclui levá-la ou espalhá-la no terreno, como entra a máquina no jardim, e o que acontece se encontrarem rocha. Um bom construtor já foi medir o portão lateral com uma fita e diz algo como «se der rocha, é tanto à hora, e ligo-lhe antes de começarmos a partir».

As condições do terreno são a incógnita honesta, por isso pergunte como as tratam. Vão querer um estudo geotécnico? O que fazem com a água no subsolo: bombagem durante a escavação, uma válvula hidrostática no fundo? Quem pede a localização das redes enterradas antes de alguém escavar? Um construtor que desvaloriza o nível freático num terreno junto a uma ribeira ainda não começou a pensar na sua obra.

O capeamento de travertino e o interior de reboco escuro no canto de uma piscina, vistos de perto a partir do pavimento.

Licenças, calendário e o que para o relógio

Pergunte quem trata do licenciamento. A resposta que quer é «tratamos nós», com um técnico responsável identificado. Quem assina o projeto e a direção da obra responde pelo trabalho, e um construtor que lhe pede que trate de tudo sozinho está discretamente a passar-lhe essa responsabilidade. Pergunte que verificações esperar (armaduras, ligação equipotencial e, onde exigida, a vedação antes de encher são típicas, mas quem decide é a câmara) e se o preço cobre as taxas e qualquer projeto de especialidade que a câmara peça. Se viver num condomínio, a aprovação dele é normalmente um passo separado, e normalmente cabe-lhe a si iniciá-lo.

Depois peça o calendário em semanas e não uma única data de conclusão. A licença e a lista de espera do construtor podem facilmente demorar mais do que a obra, e uma piscina simples passa na mesma dois meses ou mais entre a escavação e o primeiro banho. Pergunte o que mais atrasa as obras dele. Uma resposta honesta soa a «chuva, vistorias e a equipa do reboco». «Nada, estamos sempre dentro do prazo» não é uma resposta.

Pergunte quanto tempo o buraco fica aberto entre especialidades, e como a obra fica vedada enquanto espera. Uma taça parada três semanas à espera da próxima equipa é onde os calendários derrapam, e uma escavação aberta num jardim com crianças por perto precisa de uma barreira a sério, não de uma fita.

Dinheiro: fases, alterações e subempreiteiros pagos

Um plano de pagamentos deve seguir o trabalho. Um sinal modesto, e depois pagamentos ligados a fases que pode ver com os seus olhos: escavação feita, armaduras e taça concluídas, tubagens e eletricidade instaladas, acabamento aplicado, piscina a funcionar. Um construtor que quer metade adiantada antes de mexer uma pá está a pedir-lhe que financie a obra anterior à sua.

As alterações a meio da obra são por onde os orçamentos escorregam. Pergunte como são orçamentadas e aprovadas; a resposta que quer é «por escrito, com o preço, assinadas por si antes de as fazermos». Depois pergunte que alterações costumam aparecer em obras como a sua. Um construtor que diz «rocha, e uma linha elétrica mais comprida do que alguém esperava» está a dizer-lhe para onde vai provavelmente a sua margem.

Pergunte como garante que os subempreiteiros e fornecedores estão pagos. Um fornecedor por pagar pode parar a obra ou deixar-lhe um litígio à porta, mesmo que tenha pago tudo ao construtor. Peça faturas e recibos com cada pagamento, e uma declaração de que as especialidades principais foram pagas. Um construtor habituado a esse pedido é um construtor que paga à sua gente.

Garantias por escrito, e a vida depois da entrega

«Garantia vitalícia» é uma frase, não um documento. Peça a garantia por escrito e leia-a como três promessas separadas. A estrutura (a taça de betão ou de fibra de vidro) costuma ter o prazo mais longo. O equipamento tem a garantia do fabricante, e a mão de obra do construtor para trocar uma bomba avariada pode ou não estar incluída. O acabamento, seja reboco, liner ou mosaico, tem muitas vezes um prazo bem mais curto e exclusões ligadas à química da água. Pergunte a quem liga em cada caso, e se a garantia da estrutura passa para o comprador se vender a casa.

Depois pergunte pela entrega. Um bom construtor faz o arranque: enche a piscina, equilibra a água, trata de um reboco novo nos primeiros dias ou explica-lhe exatamente como, e mostra-lhe o equipamento com os manuais na mão. Peça um desenho de por onde passaram de facto os tubos e as condutas. É a folha que vai querer daqui a dez anos, quando alguém tiver de encontrar uma fuga.

Por fim, a assistência. Pergunte se faz manutenção do que constrói, quanto custam as visitas da primeira época e quão depressa aparece alguém por causa de uma fuga. Um construtor que desaparece depois do último pagamento transforma cada pequeno problema na caça a alguém novo, que vai começar por culpar o trabalho original.

Uma planta, três orçamentos e uma lista de perguntas na mesa do terraço enquanto um construtor percorre a relva.

Comparar três orçamentos sobre o mesmo caderno de encargos

Peça três orçamentos, e garanta que são orçamentos da mesma piscina. Dê a cada construtor o mesmo caderno de encargos: comprimento e largura, profundidades da zona rasa e da funda, o bordo, o acabamento interior, o capeamento e a área de deck, o equipamento (tipo de bomba, filtro, aquecimento, cobertura, iluminação) e onde fica a casa das máquinas. Entregue a todos o mesmo desenho à escala do PoolPlanner, com o volume e a área de água, para que ninguém tenha de adivinhar os números.

Ponha os orçamentos lado a lado e leia-os linha a linha antes de olhar para os totais. Assinale cada exclusão e ponha-lhe um preço aproximado. Confirme que o equipamento bate mesmo: uma bomba de velocidade única e uma de velocidade variável não são a mesma linha só porque ambas dizem «bomba». A diferença entre o orçamento mais barato e o mais caro costuma encolher bastante depois de preenchidas as linhas em falta.

Se um construtor quiser mudar o seu projeto, ouça. Às vezes tem razão: a zona funda precisa de uma parede mais robusta, as escadas estão onde devia ficar um skimmer. Peça-lhe que orçamente o seu caderno de encargos tal como está desenhado e a sugestão dele como opção separada. Mantém a comparação justa e aproveita na mesma a experiência dele.

Leve isto à primeira reunião

  • Qual é o número do seu alvará ou registo, e em nome de quem está?
  • A sua seguradora pode enviar-me os certificados de responsabilidade civil e de acidentes de trabalho?
  • Quantas piscinas constrói por ano, e quantas tem em curso agora?
  • Quem dirige a minha obra no dia a dia, e que especialidades subcontrata?
  • Posso ver duas ou três piscinas que construiu, uma delas com pelo menos cinco anos?
  • O que fica excluído: remoção das terras, linha elétrica, deck, vedação, primeira água?
  • Quem trata do licenciamento, e que verificações devo esperar?
  • Qual é o plano de pagamentos, e recebo faturas e prova de que os subempreiteiros estão pagos a cada pagamento?
  • Qual é a garantia escrita da estrutura, do equipamento e do acabamento?

Sinais para se ir embora

  1. Um preço fechado na primeira visita

    Ninguém mediu o acesso, perguntou pela água no subsolo ou viu o seu desenho, e mesmo assim há um número. Esse número é da piscina-padrão dele, e a diferença aparece mais tarde em alterações a meio da obra.

  2. Pressão para assinar esta semana

    «O preço sobe na sexta-feira», um desconto a pronto sem fatura, um sinal grande antes de começar qualquer trabalho. Uma piscina leva meses a planear bem. Um construtor que valha a pena contratar continua lá depois de ler o contrato duas vezes.

  3. Pedirem-lhe que trate da licença sozinho

    Costuma ser apresentado como uma forma de ganhar tempo. Também faz de si o responsável pela obra perante a câmara. A não ser que seja mesmo a dirigir a obra, o licenciamento é com o construtor e o técnico dele.

  4. Nenhum papel quando os pede

    Um alvará que não aparece na consulta, um certificado de seguro que nunca chega, nenhuma piscina que possa ir ver. Qualquer uma destas pode ter explicação. Duas juntas normalmente não têm.

  5. Um contrato que diz «piscina conforme combinado»

    Sem dimensões, sem profundidades, sem modelos de equipamento, sem exclusões, uma garantia de uma frase. Tudo o que não está escrito vai ser discutido, e vai discuti-lo sem papel.

Perguntas frequentes

Que perguntas devo fazer a um construtor de piscinas?
Sobre a empresa (alvará, seguros, piscinas por ano, quem dirige a obra), a obra (o que está incluído e excluído, escavação e terras, água no subsolo, quem trata do licenciamento, o calendário), o dinheiro (fases de pagamento, alterações, subempreiteiros pagos) e o depois (garantias escritas, arranque, assistência).
Como escolho um construtor de piscinas?
Dê a três construtores o mesmo desenho e caderno de encargos, confirme pessoalmente os alvarás e os seguros, visite pelo menos uma piscina que cada um fez há alguns anos, e compare os orçamentos linha a linha, com cada exclusão orçamentada, antes de comparar os totais.
Quais são os sinais de alarme num construtor de piscinas?
Um preço fechado antes de alguém ver o terreno, pressão para assinar depressa, um sinal grande adiantado, pedirem-lhe que trate da licença sozinho, nenhum papel de alvará ou seguro, e um contrato vago sem dimensões, equipamento nem exclusões.
Que sinal deve pedir um construtor de piscinas?
Um sinal modesto, e depois pagamentos ligados a fases de trabalho que pode ver. Desconfie de quem pede uma parte grande antes de começar a escavação.
Que garantia deve dar um construtor de piscinas?
Três coisas por escrito: uma garantia estrutural da taça, as garantias dos fabricantes do equipamento (e quem faz a mão de obra), e uma garantia do acabamento. Os prazos variam muito, por isso compare-os entre orçamentos em vez de aceitar «vitalícia» à letra.
Quem deve tratar da licença: o construtor ou o dono?
Normalmente o construtor, com o técnico dele. Quem assina o projeto e a direção da obra responde pelo trabalho, por isso um construtor que lhe pede que trate de tudo sozinho está a passar essa responsabilidade para si.

Avance — ponha uma piscina no seu jardim.

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